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	<title>Bloguice Ácida &#187; Diretamente do Limbo</title>
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	<description>O lado pitoresco da vida.</description>
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		<title>Bloguice Ácida &#187; Diretamente do Limbo</title>
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		<title>Sobre a saudade do que (ainda) não se viveu.</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 20:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nigro</dc:creator>
				<category><![CDATA[(In)utilidades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Diretamente do Limbo]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante&#8230;&#8221;
(Carlos Drummond de Andrade)
Defina saudade. Não a palavra em si, mas o sentimento escroto chamado saudade. Escritores, poetas, músicos, jornalistas formados na Estácio de Sá&#8230; não importa o nível de intelectualidade do sujeito, não é uma tarefa das mais simples definir a falta que alguma coisa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bloguiceacida.wordpress.com&blog=5109882&post=157&subd=bloguiceacida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#808080;"><em>&#8220;<em>Também temos saudade</em> do que não existiu, e dói bastante&#8230;&#8221;</em><br />
(Carlos Drummond de Andrade)</span></p></blockquote>
<p>Defina saudade. Não a palavra em si, mas o sentimento escroto chamado saudade. Escritores, poetas, músicos, jornalistas formados na Estácio de Sá&#8230; não importa o nível de intelectualidade do sujeito, não é uma tarefa das mais simples definir a falta que alguma coisa faz.</p>
<p><strong>Podemos sentir saudade de tudo: da professora boazinha da escola, do amigão que cruzava o bairro de bicicleta com você e até mesmo do Bolota, um vira-latas que seu irmão mais novo levou escondido pra casa e acabou virando membro da família.</strong> Existem ainda as sensações que remetem a lembranças saudosistas como, por exemplo, ouvir &#8216;My Girl&#8217; me lembra a minha primeira paixonite aos 9 anos. Ah, claro&#8230; saudade pode ser a coisa mais brega do mundo.</p>
<p><img class="aligncenter" style="margin:25px 0 5px;" src="http://flyingtime28.files.wordpress.com/2008/12/saudade.jpg?w=478&#038;h=372" alt="" width="478" height="372" /></p>
<p>Chico Buarque canta em &#8216;Pedaço de Mim&#8217; que <strong>&#8216;Saudade é o revés de um parto / Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu&#8217;</strong>. Zeca Baleiro canta <strong>&#8216;A saudade é um filme sem cor / Que meu coração quer ver colorido&#8217;</strong>. As definições são as mais variadas, mas todas remetem a falta de algo, a um vazio&#8230;</p>
<p>E quando esse vazio não tem um motivo claro? Nem um rosto, nem um cheiro definido. <strong>Está simplesmente ali, no seu peito. E você suspira por um amor que ainda não teve, por uma viagem que ainda não fez e por aí vai. Misturando culpa, anseios, marasmo e whatever, vamos cavando ainda mais o buraco.</strong> E com a mesma velocidade que veio, a saudade do que não existiu vai embora. Prometendo voltar qualquer dia desses, mas você não sabe disso e nem percebe.</p>
<p><strong>Saudade bonita, se é que existe, é aquela que te desmancha num sorriso bobo, do nada. E você ganha alguns segundos de vida, um alívio imediato na correria sem sentido dos dias de hoje.</strong> Penso que no final de tudo, a graça está justamente em seguir em frente. Olhar pra trás é só um aperitivo da longa estrada da vida que não vai parar só porque você pediu.</p>
<p>Pense nisso. Ou não&#8230;rs</p>
<p style="font-size:11px;margin:35px 0;"><em><strong>&#8216;Diretamente do Limbo&#8217;</strong> é uma série de rascunhos que comecei a escrever ainda no ano passado mas, por algum motivo que não vem ao caso, acabei perdendo o timming da publicação. Agora, o exercício de buscar no limbo do meu hipocampo cerebral me distrai nos intervalos de programação intensa.</em></p>
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