Publicado por: Bruno Nigro em: 10 10UTC Setembro 10UTC 2009
porondeandavoce.com
Escrevo basicamente todos os dias, ou quase todos. Basta surgir a idéia que saio rabiscando no primeiro bloco de notas que tenho pela frente. Quando digo ‘bloco de notas’, estou falando específicamente aquele do computador – uma vez que passo pelo menos 15 horas por dia na frente de um.
Nessas escapadinhas literárias, geralmente escrevo letras de músicas. Uma delas, eu escrevi em um sábado de flashback, apagando algumas fotos (confesso que hoje me arrependi de ter apagado, pois seriam úteis agora). A nostalgia me despiu da possível avacalhação do rock e me fez enveredar pelo mundo do samba. Como não sou lá muito bom pra compor uma melodia que chegue próximo de um, resolvi chamar meu grande amigo Gilvan, a.k.a Giva Givarreh. Eis que na madrugada ele me deu a boa notícia de que tinha concluído a gravação e hoje mandaria a música.
Ok, talvez eu nunca tenha dito que sofro com um único mal, irremediável: a ansiedade de ver como uma idéia ganhou vida, ficou pronta. Nesse momento, ao invés de escrever um e-mail normal, acabei criando uma espécie de oração, meio mambembe, meio moleque, mas honesta.
Oremos:
“Giva, Givarreh!
Bendito seja vossa criatividade
E habilidade de composição
Mas por favor, vê se me ajuda
E não me mate do coração
Por isso é de bom grado
Que espero, desesperado
Por favor, me envie o samba
De bom partido, classe A.
Giva, Givarreh…
Tenha de mim a certeza
De que nunca mais faltará o mé
Nem na minha, nem em vossa mesa
Nunca mais verá a pobreza
Só fartura e adoração
Giva, Givarreh… como é que é?
Cadê o maldito do samba-canção?!”
(…)
Enquanto isso, eu aguardo… e rabisco a sequência disso tudo.
10 10UTC Setembro 10UTC 2009 às 7:32 pm
HahahHAhahahHa!!!
Esse bicho é cheio de onda!!!!
Aproveitando, escutem aí:
http://www.myspace.com/givaeatuia