Bloguice Ácida

‘I like to be under the sea, in a octopus’s garden with you…’

Publicado por: Bruno Nigro em: 4 04UTC Julho 04UTC 2009

*Post do tipo ‘o twitter me liberou 500 caracteres ao invés de 140′.

Final de semana chega, e eu estou aqui no Submarino, me preparando para uma jornada curtíssima de trabalho. Enquanto isso, minha mulher está em casa, dormindo. Azeitona também está em casa, dormindo depois de fazer um escândalo teatral quando saí. Eu também dormi, no caminho, sacolejando no banco da condução. Não tanto como no sono dos justos, mas quase isso.

Olho os e-mails, recebo uma resposta a respeito d’A Batalha do Apocalipse e tenho idéias de dominação mundial (pelo menos no que tange o mundo das editoras). Normal, não escondo de ninguém minha hiperatividade. E enquanto você se pergunta o que diabos tem isso a ver com o título desse texto, eu respondo:  Não sei, talvez mais tarde eu vá passear no Pink Fleet, jantar no 42º andar de um prédio no Jardim Botânico ou,  pra variar, comecei o dia ouvindo Beatles.

Mas faz bem questionar, claro. Curiosidade nunca foi algo ruim, só para os gatos. Mas estes têm, dizem, sete vidas.

Assalto a mão desarmada

Publicado por: Bruno Nigro em: 28 28UTC Junho 28UTC 2009

Puta que pariu! Repito: PU-TA-QUE-PA-RIU! Se tem uma coisa que eu odeio é o famoso ‘assalto a mão desarmada’, quando alguém tenta se dar bem em cima do teu suado dinheirinho na mão grande. Ultimamente, os taxistas estão ficando cada vez mais caras de pau nesse sentido.

Ontem, voltando com minha mulher de uma festa, pedimos um táxi na recepção do evento. 15 minutos depois, chega o carro, não era VIP (ou premium, ou Silas Mothafucka) mas era todo cheio de firulas como DVD, GPS, ar-condicionado na medida… tinha tudo MENOS o principal: o taxímetro. Até aí tudo bem, não gosto de pegar táxi com preço fechado, mas confio no bom-senso e dignidade das pessoas. E é geralmente é aí que me fodo…

O taxista me cobrou o equivalente a uma corrida da Central até a Mesquita (aproximantamente 37,8 km). Sendo que andamos do Shopping Grande Rio, em São João de Meriti até o centro de Mesquita (10,3 km)! Tudo isso porque , de repente, se tornou uma prática comum não usar o maldito taxímetro. Os valores não importam, eu tive uma noite ótima com minha mulher, nos divertimos e isso era o mais importante. O que me deixou puto foi a tremenda cara de pau do taxista, me dizendo que ‘a tabela tinha sofrido um reajuste’! Vai te fuder de verde-e-amarelo, malandro!

Enfim, não peguem táxis que não tem táximetro! É um direito seu, e se esta porra é regulamentada (e obrigatória) para dar os valores de uma corrida de táxi, os ‘profissionais’ da área tem que usar!

Valeu, negão.

Publicado por: Bruno Nigro em: 26 26UTC Junho 26UTC 2009

Michael Jackson (1958 - 2009)

1983, show de aniversário de 25 anos da Motown, gravadora conhecida por lançar e dar oportunidade aos artistas negros. No palco, seria ‘apenas’ mais uma apresentação do novo astro negro: Michael Jackson. Até que, durante a performance de ‘Billy Jean’, o cara vai até um dos cantos do palco, atira o chapéu e desliza de costas até o outro lado. O ‘moonwalk’ era apresentado ao mundo e, naquele momento, ele vestia para sempre o manto e a cora de ‘Rei do Pop’. Naquele momento, o mundo do showbizz mudaria para sempre.

Valeu, negão. Vai na paz.

Boas idéias merecem um ctrl+c

Publicado por: Bruno Nigro em: 25 25UTC Junho 25UTC 2009

Diretamente do maionese, blog da grande amiga Raquel (com Q e U):

Sobre romantismo e afins.

Publicado por: Bruno Nigro em: 11 11UTC Junho 11UTC 2009

♪ You know I cant smile without you... ♫

♪ 'You know I can't smile without you...' ♫


Sempre fui um cara romântico. Desde que me entendo por gente, reconheço em mim as características autênticas daquele personagem digno de uma canção do Roberto.
“Do tipo que ainda manda flores”, inclusive. E é claro que essa característica, diferente do que contam os livros, filmes e badulaques em geral, me trouxe muita dor de cabeça (e não falo de chifres, malandrops). Porém, me proporcionou muitas histórias legais pra contar para meus possíveis filhos, netos…e até aqui no blog.

Sou a favor da paixão descabida, exagerada. Mesmo que o fim da linha seja o encontro da tua cara com o muro (ou a sarjeta destinada aos bêbados solitários e aos abandonados pela mulher amada), vale a pena viver a sensação única que é gostar tanto de alguém a ponto de se anular às vezes. O equilíbrio é necessário, não só nos relacionamentos como em todas as àreas da vida. Mas, existe coisa mais chata do que aquele olhar de reprovação de um amigo(a) quando você conta todo empolgado que conheceu a mais nova mulher da sua vida, ou o pai dos seus filhos, ou a tampa da sua panela e tantos clichês?

Há quem ame plenamente e se entrega, sofre, sorri, espera… vive. Há quem confunda as bolas e ame como quem ama o seu emprego, mas mantém os dois pés atrás com medo de uma nova borduada. Há quem ame apenas a si mesmo num egoísmo meio bobo, afinal, criatura sociável que somos, não nascemos para ser sozinhos. Mas, há quem consiga essa proeza; assim como existem pessoas incapazes de amar. E eu conheci algumas, (in)felizmente.

Se ao morrer, eu tivesse como guardar uma única sensação dessa vida, eu escolheria o frio na barriga, as borboletas no estômago, a respiração ofegante, o coração descompassado e o sorriso sem jeito e sincero que só os que se permitem receber a paixão de braços abertos sabem como é. Mas, prefiro viver cada segundo desse mix de sensações… várias vezes e, se possível, com a mesma pessoa.


P.S:
Dedico esse post para Thuane Reis, vulgo ‘a namorada’. Inspiração, zelo, cuidado, carinho e adrenalina… por tudo isso e tudo mais que ela vem adicionando em minha vida.  Te amo, paçoca! =)

Sugestões Sugestivas

Publicado por: Bruno Nigro em: 9 09UTC Junho 09UTC 2009

Ontem, enquanto assistia ao velho maluco do sino no Jô Soares, eu tuitei o seguinte dilema: “Por que bolar um nome de personagem é tão complicado? Especialmente quando é o principal?”. Pois é, ainda não tenho como explicar direito o motivo do perrengue, mas gostaria de pedir sugestões ao povo criativo* que visita o Bloguice.

O que posso adiantar é que as histórias são retratadas no dia-a-dia, como crônicas e romances policiais. Então, os nomes dos personagens devem ser simples, fáceis de decorar, guardar e associáveis aos estereotipos da sociedade atual. Então, nada de ‘Samwell Skycrapper’ ou ‘James Piccolli’… por favor, um nome engraçado ou curioso daquele(a)  vizinho(a) é bem-vindo.

Conto a ajuda de vocês, cambada. Postem aí nos comentários as suas sugestões e ajudem essa idéia a andar cada vez mais rápido! A casa agradece, e você ainda pode ganhar cervejas por isso! =)

P.S.: Só não vale ‘Helena’. Manoel Carlos já gastou esse nome à exaustão.


* Sinceramente, um povo que digita ‘festa do estica e puxa’ e vem parar aqui no blog deve ter alguns lapsos de criatividade bem interessantes.

Quanta modernidade para tempos tão rústicos.

Publicado por: Bruno Nigro em: 5 05UTC Junho 05UTC 2009

Estou de saco cheio de tanta gente moderna. Sério, isso tá um porre. E o que é pior é um porre que nem mesmo a cara cheia de cachaça te livra disso. Sim, os modernos também bebem, e nada mais chato que gente moderna bêbada. Eu poderia citar milhões de exemplo de gente com essas características, aos montes mesmo. Por trás dos seus óculos de armação grossa e seus livros sobre design russo, esses seres se proliferam igual a coelhos criados fora do cativeiro.

Experimente sair nas tais ‘baladas alternativas’ aqui no Rio de Janeiro (ou em Recife, São Paulo, Porto Alegre… é tudo a mesma merda) e vocês vão entender bem o que estou falando. O mal-gosto e a punhetice toma conta de mentes e corpos, e não há mente que se preserve sadia após algumas horas na convivência desse tipo de gente broxante. Estão sempre atrás da última moda do último beco pseudo-junkie de Londres ou de qualquer outro pedaço do velho continente. Se bem que Dubai é a nova febre… vamos todos para Dubai! E não passam ali da Avenida Paulista.

Uma massaroca de gente que teoriza sobre a foda, mas que não trepa e muito menos sai de cima. Simplesmente descarte conhecer gente nesse tipo de lugar. Prefira beber ou dar um tapinha (pro chegados, lógico), não avacalhe sua noite tentando se dar bem com a mocréia de wayfarer branco (pô, mas o óculos é bem legal). Provavelmente além de chata é frígida ou, como agora também é moda, não gosta mais de pau. O que a coloca diretamente no time da concorrência… desista, amigo!

Falando em modinhas. Agora existem os homosexuais e os viados, o que são coisas completamente distintas. Um homossexual, desde que bem-resolvido, é e pronto. Não tem essa babaquice de uma hora ter vontade de dar a bunda, e amanhã ‘acha’ que gosta de mulher. Ou então, a palhaçona dá pra 3 caras numa suruba hardcore e amanhã tá beijando a vizinha de 13 anos na boca, ’só pra descontrair’… desculpem minha pouca sensibilidade, ou uma certa intolerância, mas vejo nessa cambada de juvenis um bando de imbecis que daqui a 30 anos vão se perguntar: ‘Mas que merda era essa que eu pensava da vida, hein?’

Mas o que fazer pra se divertir? Agora, se você é agraciado com uma excelente e cheirosa cia. Divirta-se! Mas, na dúvida, fique com a máxima de Vinícius de Moraes:

O uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado.

Pinguim, um bicho muito macho (ou não)

Publicado por: Bruno Nigro em: 4 04UTC Junho 04UTC 2009

Chego no trabalho um pouco mais cedo e aproveito para ler sobre o que anda acontecendo no mundo. Até aí tudo bem, nada de anormal. Porém, recebi a seguinte notícia via @bbcbrasil: Casal de pinguins gays adota filhote abandonado (…) “- Whata porra is that?” – pensei comigo enquanto engolia o último pão de queijo.

Só pra resumir, a matéria falava que cientistas whatever lá da terra do xucrutes, pegaram um ovo abandonado pelos pais (coisa que acontece normalmente na natureza) e entregou para um par de pinguins com tendências a torcer pelo Fluminense gays, depois de observar que eles tentavam chocar uma pedra (além de bicha, o infeliz precisa de óculos). Bom, vai lá… coisas da ciência. Os caras estavam preocupados com a espécie, que está em extinção, e resolveram aproveitar o fato para estudar o comportamento e whatever.

Até que eu li o seguinte parágrafo:

O zoológico chegou a providenciar quatro fêmeas em uma tentativa de levar a espécie ameaçada a se reproduzir, mas o plano foi logo abandonado depois de causar revolta entre defensores dos direitos gays, que acusaram o zoo de interferir no comportamento dos animais.

Em buraco de paca, tatu caminha dentro, mano?Deixa eu ver se eu entendi direito. Os cientistas estudam o comportamento dos bichos e descobrem que eles tem tendências a achar o Rogério Ceni tudibão gays e tentar matar dois coelhos (ou seriam pinguins?) com uma cajadada só, pois ao mesmo tempo que os tais ‘Z’ e ‘Vielpunkt’* (puts, também com esse nome, só restava a revolta juvenil que transforma os jovens mancebos de hoje em verdadeiros ‘Ricky Way of Life’, que curtem Fresno e Jonas Brothers) estavam tentando chocar UMA PEDRA, ou seja, querendo ter um filhote por vias que não são naturais (e chupem essa manga, é fato), o ovo que foi abandonado teria pelo menos uma chance de nascer o que ajudaria a espécie ameaçada.

Tudo lindo, mas vem um grupo gay se intrometer (ou ser intrometido, vai saber) e dizer que arrumar 4 fêmeas para tentar um acasalamento é ‘contrariar a natureza’ é um pouco demais. Salvar espécies em extinção exige todo e qualquer esforço, acima de qualquer capricho. E ninguém estava maltratando os animais para tal, só tentando fazer com que eles reproduzissem, nada mais. O tal grupo gay devia se ocupar com outras coisas mais interessantes para eles, como mais uma parada do orgulho, ver a novela mexicana favorita, aprender a coreografia de ‘La Isla Bonita’, essas viadagens… etc.


P.S.: Já posso ver os comentários mais afetados dizendo que eu sou preconceituoso, brucutu, burro, etc. E, na real, eu estou pouco me fudendo… quem me conhece de verdade sabe minha opinião e o tipo de pessoa que sou. E não é por meia conta de gaúchos que vou esquentar os miolos.

Sobre a saudade do que (ainda) não se viveu.

Publicado por: Bruno Nigro em: 15 15UTC Abril 15UTC 2009

Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante…”
(Carlos Drummond de Andrade)

Defina saudade. Não a palavra em si, mas o sentimento escroto chamado saudade. Escritores, poetas, músicos, jornalistas formados na Estácio de Sá… não importa o nível de intelectualidade do sujeito, não é uma tarefa das mais simples definir a falta que alguma coisa faz.

Podemos sentir saudade de tudo: da professora boazinha da escola, do amigão que cruzava o bairro de bicicleta com você e até mesmo do Bolota, um vira-latas que seu irmão mais novo levou escondido pra casa e acabou virando membro da família. Existem ainda as sensações que remetem a lembranças saudosistas como, por exemplo, ouvir ‘My Girl’ me lembra a minha primeira paixonite aos 9 anos. Ah, claro… saudade pode ser a coisa mais brega do mundo.

Chico Buarque canta em ‘Pedaço de Mim’ que ‘Saudade é o revés de um parto / Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu’. Zeca Baleiro canta ‘A saudade é um filme sem cor / Que meu coração quer ver colorido’. As definições são as mais variadas, mas todas remetem a falta de algo, a um vazio…

E quando esse vazio não tem um motivo claro? Nem um rosto, nem um cheiro definido. Está simplesmente ali, no seu peito. E você suspira por um amor que ainda não teve, por uma viagem que ainda não fez e por aí vai. Misturando culpa, anseios, marasmo e whatever, vamos cavando ainda mais o buraco. E com a mesma velocidade que veio, a saudade do que não existiu vai embora. Prometendo voltar qualquer dia desses, mas você não sabe disso e nem percebe.

Saudade bonita, se é que existe, é aquela que te desmancha num sorriso bobo, do nada. E você ganha alguns segundos de vida, um alívio imediato na correria sem sentido dos dias de hoje. Penso que no final de tudo, a graça está justamente em seguir em frente. Olhar pra trás é só um aperitivo da longa estrada da vida que não vai parar só porque você pediu.

Pense nisso. Ou não…rs

‘Diretamente do Limbo’ é uma série de rascunhos que comecei a escrever ainda no ano passado mas, por algum motivo que não vem ao caso, acabei perdendo o timming da publicação. Agora, o exercício de buscar no limbo do meu hipocampo cerebral me distrai nos intervalos de programação intensa.

Ruby! Ruby! Ruby on Rails!

Publicado por: Bruno Nigro em: 13 13UTC Abril 13UTC 2009

O sumiço do autor deste blog se deve a necessidade de ganhar mais dinheiros e, para isso, está focado numa coisinha cremosa e nerd chamada Ruby on Rails. Enquanto isso, o mundo gira entre vitórias do Flamengo, finais de semana espetaculares com a namorada e a mais recente necessidade de arranjar um novo emprego.

Eu vos deixo a minha paz e um vídeo do Youtube que tem tudo a ver como o momento, ou não:

Meus últimos devaneios…

E não é que gostaram?

  • Nenhuma